Novembro 18 2009

 

O telemóvel tocou. Do outro lado, a voz agradável da minha grande amiga S… fez-se ouvir. “Está, olha, queria pedir-te um grande favor. Podes passar cá por casa hoje ou amanhã?” “Sim, por mim tudo bem” respondi eu. “Estou livre hoje à tarde se quiseres”. “Então passa por cá. É que nem imaginas o stress. Tenho aqui uma cena na peça de teatro que estamos a preparar muito complicada. Pensei que se viesses cá podias dar-me uma ajuda a decorar o texto.” “Está bem, eu vou ter contigo hoje à tarde então”. Sabia que a minha amiga S… fazia parte de um grupo de teatro há já alguns anos. Até já tive várias oportunidades de assistir aos espectáculos dela, e sabia do talento que ela tem para a coisa.

 

Como prometido, nessa tarde, fui a casa da S… com intenção de a ajudar a decorar o tal texto. Abriu-me a porta, e alegremente, cumprimentou-me com dois beijos e convidou-me a entrar. “Ainda bem que vieste”, disse-me ela com um tom de voz um pouco desesperado. “Eu adoro teatro, mas desta vez estou mesmo a passar-me com isto. Por mais que me esforce, não consigo decorar o texto nem por nada, e estou-me a ver à rasca com a encenação. O encenador está farto de me dar nas orelhas. Até já me ameaçou tirar o papel se eu em breve não apresentar trabalho!” disse quase a chorar. Dei-lhe um abraço, e passei-lhe a mão pela cara enxugando-lhe uma lágrima que lhe caía do olho. “Não te preocupes,” disse-lhe com um tom de voz calmo, “havemos de dar a volta a isso”. Esboçou um sorriso de consolação, e que bonito que é esse sorriso da S…, e já com tom de voz mais alegre disse”obrigada, nem sei como te agradecer! Olha, está aqui o papel. Se quiseres vai dando uma vista de olhos, enquanto eu me vou caracterizar. Sabes, uma actriz encarna muito melhor a personagem quando está com os adereços da personagem.” Concordei com a sugestão. Enquanto a S… foi mudar de roupa, dei uma vista de olhos no texto. A cena em causa era uma adaptação de um conhecido filme de Cowboys, em que dois saltimbancos estavam a engendrar um plano para assaltar um banco. As falas acabavam por ser um pouco longas, por isso compreendia bem a dificuldade que a minha amiga S… tinha em decorar aquelas falas todas, em saber exactamente quando entravam as deixas dela, e principalmente, como interpretar em palco aquele papel.

 

Estava eu compenetrado a ler a cena em causa, quando de repente entrou na sala a S… devidamente caracterizada de Cowgirl. Olhei para ela com espanto e admiração ao mesmo tempo. Apesar de já há muito conhecer a S…, e de até a achar bastante atraente, assim caracterizada de Cowgirl a minha amiga estava mais sensual do que nunca. Trazia umas calças de ganga muito justinhas, uma camisa de tom claro e um colete castanho, que denunciavam as curvas todas daquele magnífico corpo. Ao pescoço o lenço dava-lhe um ar ainda mais sensual, e na cabeça um chapéu castanho que condizia na perfeição com os cabelos compridos e castanhos dela e os olhos esverdeados. Não resisti em lhe dizer: “Sabes que ficas muito bonita assim caracterizada!” Ela esboçou novamente um belo sorriso que a tornou ainda mais sensual. Aproximei-me dela e olhamo-nos olhos nos olhos. De um momento para o outro, o motivo verdadeiro pelo qual estávamos ali, o suposto ensaio que íamos ter, ficou esquecido. Peguei-lhe na mão, aproximei-me ainda mais dela, nunca desviando o meu olhar dos seus olhos, e arrisquei um primeiro beijo, muito curtinho. A minha Cowgirl deve ter gostado, porque assim que parei, os lábios dela voltaram a unir-se aos meus, agora num beijo já muito mais longo, em que as nossas línguas se enrolavam dentro das nossas bocas. E que bom que sabia a boca dela. As minhas mãos acariciavam os cabelos lisos dela, o cheiro que vinha do pescoço da S… dava-me ainda mais vontade de não a largar. Por baixo das minhas calças, o meu pau começou a inchar, denunciando os meus desejos mais íntimos. “Desculpa”, disse-lhe eu de repente, caindo na realidade do motivo pelo qual estávamos ali. Mas a minha Cowgirl agarrou-me pelo braço, e respondeu: “Não, agora não quero preocupar-me com a porcaria do papel.”, e voltou a brindar-me com um beijo muito longo enquanto que as minhas mãos agora passeavam por aquele corpinho ainda coberto pelos provocantes adereços da minha actriz. (Continua)

 

publicado por fantasiasdeumtentador às 23:31

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